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Regência
Verbal
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Os verbos "esquecer" e "lembrar" Uma letra da dupla Roberto e Erasmo Carlos, "Emoções", traz uma estrutura que não seria admissível na linguagem escrita padrão: ... são tantas já
vividas Ocorre que a sintaxe do verbo "esquercer" funciona da seguinte maneira: Se
eu me esqueci, eu me esqueci de Logo, conforme a regência culta desse verbo, o correto seria dizer "são momentos de que não me esqueci". Pode-se, também, eliminar a preposição "de" e o pronome "me". Nesse caso, a frase ficaria assim: "são momentos que eu não esqueci". Em um jornal de grande circulação o texto de uma campanha afirmava: "A gente nunca esquece do aniversário de um amigo". A norma culta mandaria escrever: A gente nunca esquece o aniversário
de um amigo. Vale o mesmo esquema para o verbo "lembrar": Quem
lembra lembra algo
Quem se lembra lembra-se de algo Se
você usar o pronome, isto é, se usar o verbo pronominalmente,
então não poderá deixar de lado a preposição:
Eu não lembro o seu nome.
Eu não me lembro do seu nome. Evidentemente essa regência nem sempre é observada na linguagem mais informal, familiar. Vejamos o que ocorre na canção "Lembra de Mim", cantada por Ivan Lins. A letra é de Vítor Martins: Lembra de mim De acordo com a gramática normativa, o título da canção e a letra estariam errados. Deveria ser "Lembra-se de mim..." No dia-a-dia as pessoas não falam com esse rigor, com essa consciência do sistema de regência. Dessa forma, podemos dizer "lembra de mim", sem problema, dependendo do registro usado. A língua falada permite essas licenças, e a poesia musical também, já que não deixa de ser um tipo de língua oral. Mas, na hora de escrever, é conveniente obedecermos àquilo que está nos livros de regência. No texto formal, "lembra-se de mim" é a forma exigível, correta. |